sábado, 23 de julho de 2016

Sinceramente

Sinceramente



Depois que perdir a melhor minha mãe a vida ficou a cada dia mais claro para mim, enxerguei que quem realmente é falso, que quem tampava o sol com a peneira, fazia-se de feliz, família de aparências,  pessoas se matando aos poucos na qual não tenho nenhuma culpa,  cada um escolhe seu caminho e destino ou está pagando tudo que se fez na terra, não adianta sentir pena e sim orar por aquela alma perdida e sofrida. As consequências de um vida fazem pessoas mudarem e dar valor aos que o convém,  o resto é resto, eu me amo em primeiro lugar, não sofro em vão,  quem gosta de sofreimento é o Diabo e ao contrário que muitos pensam ele existe,  não seja fraco lute por você,  de verdade se olhe no espelho e se pergunte: Eu me amo?
Sou realmente importante para mim?
Tenho vergonha do que sou?
Dependendo das respostas está na hora de mudar e lutar pelos seus ideais,  somos humanos e temos somente essa vida para viver e não vou sofrer por caminhos errados de outrem, engana-se você achar estou errada, vim ao mundo para errar e colocar a minha cara à tapa, sou sincera e cansei de fazer "tipinho", se quiseres meu bem terá, senão terá o meu lado ignorante e arrogante.



sexta-feira, 15 de julho de 2016

Crônica sentimentos em análise

Olá

Recebi essa Crônica e estou compartilhando com os meus leitores, pois o que se conta nela é uma experiência de uma dinâmica de entrevista boa leitura.

Descobri, em pleno processo seletivo para uma vaga de emprego, que a minha vida social, cultural e de lazer era zero. Já não bastava estar desesperada por um emprego? Tinha que lidar com as entrevistas e me deparar com o fato de que havia me descuidado de um lado importante da minha formação. Vou explicar! Formei à pouco. Como todo recém-formado procurei rapidamente me candidatar a uma, tão desejada, vaga de emprego na minha área. O emprego dos meus sonhos, finalmente, seria possível. Concorri em um processo seletivo. Passei por várias fases. Ao chegar à entrevista em grupo aplicaram uma dinâmica. Não gosto de dinâmicas. Não sou afeita à inteirações em grupo. Gosto de objetividade. O fato é que naquele momento começou o meu desassossego.  Pediram para que o candidato, em dez minutos, se apresentassem. A apresentação consistiria em falar de si a partir de uma explanação sobre os  principais hobbies, gostos literários, filmes prediletos, lazer, vida cultural e social. Além disso, foi solicitado falar sobre quais situações políticas e cidadãs tinham despertado a nossa atenção nos últimos meses. Travei totalmente. O mundo girou à minha volta enquanto um dos candidatos concorrentes citava livros, filmes e peças teatrais. Um outro falava sobre um projeto cultural o qual participava no seu bairro. Fiquei tensa. Não lembrava qual foi o último livro que passara em minhas mãos, exceto os restritos à faculdade. Tinha 'aberto mão' de ir ao cinema. Sempre estava ocupada. Tudo que lembrava, naquele momento de tensão, é que assistia programas do tipo 'besteirol' na TV aos domingos. Por ter pressa de formar me dediquei mais às disciplinas específicas do meu curso. Sempre deixava de lado, ou não me dedicava integralmente às disciplinas de formação humana. Lembro, de maneira bem distante, um professor falando de ética e cidadania. Meu envolvimento com questões políticas era nulo. Ansiava pelo domínio do campo prático. O fato é, que após aquela entrevista, descobri no susto que precisaria repensar a minha formação. Construir novos alicerces. A pressa não me conduziu à boas escolhas. Estava plena de conteúdo específico e esvaziada do ser. Mais do que isso...havia me anulado enquanto pessoa. CRÔNICA. Sentimentos em Análise. Ana Karine Nery Carneiro. Psicóloga.



Foto: google.com